O caminho para ser um técnico agropecuário não é um caminho fácil, contudo a atuação desse profissional é extremamente relevante para o desenvolvimento do campo e da cidade em âmbito local, regional, nacional e até global, tanto para os grandes empreendimentos rurais quanto para as famílias de agricultores e pecuaristas. Verdadeiros técnicos agropecuários deixam marcas nas comunidades onde atuam e o seus trabalhos se perpetuam ao longo do tempo.
Neste componente curricular do Curso Técnico de Nível Médio em Agropecuária, trataremos das questões cerceadas pela extensão e pelo desenvolvimento rural, seguindo como aprofundamento das discussões realizadas durante o componente curricular “Sociologia Rural”.
Aqui, o desenvolvimento rural deve ser entendido como caminho de justiça social, sustentável e gerador de renda, considerando não apenas o fator econômico, mas o social e o ambiental igualmente, demandando profissionais capazes de mobilizar comunidades. Desenvolvimento Rural para acontecer deve ser pensado sempre a partir de uma ação extensionista de processo, onde as intervenções são construídas com os agricultores, continuadas e de acordo com cada realidade rural. As realidades são múltiplas, os públicos são diferenciados, os agroecossistemas são diversos e a extensão, para contemplar essa diversidade, deve construir uma forma de ação particular para cada comunidade ou grupo de agricultores.
A disciplina de Extensão e Desenvolvimento Rural é um componente curricular promotor de qualificação precisa do estudante para atuar como extensionista rural, assim como fornecer o aporte metodológico e as bases para a compreensão do processo de extensão para o desenvolvimento rural. O nosso desafio, considerando a parceria e a relação professor-aluno, é o engajamento no debate na construção de alternativas para que pequenos, médios e grandes produtores rurais, bem como o técnico agropecuário em formação, sejam capazes de intervir na sociedade em busca de um desenvolvimento mais comprometido com as gerações atuais e futuras.
O início da disciplina será marcado pelas discussões sobre desenvolvimento e mudança social, os grandes temas serão: A questão agrária; Tecnologias no campo e os impactos sociais; Movimentos Sociais; Sustentabilidade; Agricultura familiar; Agronegócio. O Estatuto da Terra dará a base conclusão dessa primeira rodada com discussões para o prosseguimento dos estudos.
Num segundo momento, discutiremos a história da extensão rural, as diferentes concepções e alguns conceitos importantes. Abordaremos os diferentes públicos da extensão e a importância de realizar ações diferentes em função dos diferentes públicos.
Discutiremos também o desafio da extensão rural em atuar em projetos de desenvolvimento e não em ações pontuais e fragmentadas, assim como o desenvolvimento das sociedades agrárias, sua história e evolução no mundo e no Brasil. Apontaremos a necessidade da extensão rural trabalhar na construção de alternativas produtivas para a agricultura familiar, público responsável por grande parte do abastecimento interno no Brasil.
Num terceiro momento, abordaremos a importância da construção do conhecimento em agropecuária e a prática pedagógica da ação extensionista. O momento é de descontruir a ideia de extensão rural difusionista baseada em receituários técnicos e de apontar um caminho para uma verdadeira comunicação com o rural. A extensão rural construtivista tem como meta um conhecimento derivado da interrelação dos conhecimentos do extensionista e dos agricultores.
No quarto e último momento deste componente, debateremos a importância da observação e análise da realidade para que projetos endógenos sejam construídos. Assim, vocês discentes, teram as bases necessárias para realizar diagnósticos e planos de desenvolvimento nas comunidades. A participação dos produtores locais é um tema central nesse momento, quando o estudante terá acesso aos principais métodos e meios de extensão rural. As últimas aulas instrumentalizarão o futuro técnico agropecuário para realizar dias de campo, reuniões, visitas, etc. aulas mais práticas. No entanto, o educando deve estar ciente que os métodos e instrumentos são caminhos, que isolados não levam a lugar algum. Por fim, nos concentraremos nas dimensões de um projeto de desenvolvimento rural. Com este tema, espera-se que todos os envolvidos sejam capazes de um pensamento holístico, crítico e permeado pelo reconhecimento da realidade rural.
No decorrer do componente são indicados vídeos, textos, relatos de experiência, localidades, ações interdisciplinares e outros instrumentos que servirão para enriquecer e ampliar os conteúdos trabalhados.
Sucesso!
Prof. Erivelton Campos

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ResponderExcluirAguardo um comentário um pouco mais crítico. ;)
ExcluirAcredito que os métodos utilizados serão essenciais.
ResponderExcluirExiste na cidade de Coaraci e região, uma carência de implantação tecnológica agropecuária. Com esse curso, haverá um consenso dos educandos com a sociedade, é necessário que seja abordado temas como irrigação de forma sustentável.
Obrigado pelo comentário Laíza, esse componente conversa com tranquilidade com todos os outros componentes desde semestre e do curto. Nele abordaremos bases teóricas de forma mais aprofundada sem deixar de possibilitar as ações práticas tão necessárias à formação do técnico agropecuário.
Excluirdeste* semestre e do curso*
ExcluirO que um técnico agropecuário faz no campo, pode ser muito agradável para agricultores e pecuaristas no meio capitalista, mas que ao mesmo tempo possa sobrecarregar a natureza de forma não sustentável.
ResponderExcluirBuscamos condições futuras melhores, levando em consideração alternativas mais conscientes e de que forma não atinja a economia.
O curso em questão,tem uma total importância com desenvolvimento do meio rural com o urbano, formando profissionais de excelência dentro de uma sociedade.
Aprofundaremos todos esses conhecimentos nesse percurso maravilhoso. rsrs
ExcluirÉ que o técnico em Agropecuária tem o desafio de poder obter Desenvolvimento Social e capital sem ter que prejudicar o produtor e o meio ambiente.
ResponderExcluirExcelente Flávio.
ExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirTodo tecnico tem o dever de trazer um bom trabalho uma boa análise, o mostrar pra sociedade que nao é necessário usar métodos tão antigos com a alta tecnologia ai para ajudar no desenvolvimento da sua .
ResponderExcluirPara ser técnico, e preciso de muito conhecimento e força de vontade, pois a profissão de pecuarista e bastante interessante. E preciso ter prática, pois um bom agricultor gosta do que faz, para ver o desenvolvimento de todo seu esforço ser valorizado.
ResponderExcluirO técnico para ser um excelente técnico não busca, o caminho mais fácil para conquista seus objetivos, mais sim o caminho que vai levar ele a ser um ótimo profissional e deixa suas marcas a onde passa. E adquirir saberes em trocas de seus conhecimentos no campo e nas comunidades .
ResponderExcluirPara ser um técnico bom, devemos nos esforçar ao máximo e n desistir pois, quem desiste nunca chega lá, e buscar sempre cada vez mais o conhecimento, q nos impulsiona a se tornar cada vez melhor.
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